LIMPEZA DO CABMV (Cowpea aphid-borne mosaic vírus) EM MARACUJAZEIRO-DOCE (Passiflora alata Dryand.) COM TERMOTERAPIA E ELETROTERAPIA

  • KELLY MILIOLI
Palavras-chave: Eliminação de vírus, Propagação vegetativa, PCR

Resumo

O objetivo deste trabalho foi testar protocolo básico de termoterapia e eletroterapia, na eliminação do vírus CABMV (Cowpea aphid-borne mosaic vírus), e avaliar a eliminação do
vírus através do método de RT PCR em tempo-real, sobre as gemas de estacas contaminadas. O estudo foi realizado na Estação Experimental de Urussanga-EPAGRI. O material vegetativo
utilizado foi obtido de matrizes cultivadas a campo. As estacas utilizadas foram cortadas com auxílio de tesoura de poda, com três nós (15 a 25 cm de comprimento). A termoterapia foi
realizada em banho-maria em duas temperaturas. Em 47,5º C, as estacas foram tratadas por 5 min, 20 min, 35 min e 50 min (e uma testemunha). Já a 50°C, foram tratadas por 5 min, 10 min, 15 min e 20 min, além de uma testemunha. A eletroterapia foi realizada por 40 min, 50 min e 60 min, além de um tratamento testemunha. O delineamento experimental utilizado foi o
inteiramente casualizado (DIC), com três repetições por tratamento, e seis estacas por parcela. Para a aplicação da eletroterapia, as estacas foram separadas por tratamentos e colocadas em uma cuba de eletroforese, sob uma corrente elétrica de 100 mA, com uma solução de tampão TBE (Trís-Ácido Bórico 900 mM) em proporção de 10%. O plantio das estacas foi realizado
em 23 de maio de 2022, em tubetes contendo casca de arroz carbonizada. Foram mantidas em ambiente protegido, com tela antiafídeos, aluminet 50%, sob nebulização intermitente (60 a
70% UR), por um período de 18 a 28 dias. Foi analisada a incidência do CABMV a partir da análise de RT-PCR em tempo real de gemas coletadas das estacas. Detecção do PCR: as
amplificações foram realizadas através do protocolo de RT-PCR em tempo real para a detecção do CABMV em maracujazeiro. Utilizando o programa “Primer Express” desenharam-se os
iniciadores e a sonda TaqMan baseados na região da CP do CABMV. As amplificações de PCR foram realizadas em termociclador programado para 1 ciclo a 15 minutos, a 45 °C, seguido de
1 ciclos de 2 minutos a 95 °C, 40 ciclos a 15 segundos, a 95° C, com uma extensão final de 45 segundos a 62° C. Os resultados do presente estudo demonstraram que em banho maria a 47,5°C teve limpeza do vírus mais deve ser melhor estudado os tempos para uma melhor sobrevivência das estacas, para a termoterapia a 50° C houve limpeza do vírus em diferentes
tempos fazendo se assim uma alternativa para eliminação do vírus do CABMV em maracujazeiro, já para os tratamentos feitos com eletroterapia não indicou limpeza das estacas
feito com corrente elétrica.

Publicado
2026-08-17
Edição
Seção
Artigos