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Jessica Moreira de ALBUQUERQUE
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Maria Fernanda FERREIRA
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Esther Castro Ribeiro MARCHIORI
Palavras-chave:
Ansiedade, Cannabis medicinal, Depressão
Resumo
O presente trabalho teve como objetivo analisar o uso da cannabis medicinal no tratamento de
transtornos de ansiedade e depressão, identificando evidências científicas quanto à sua eficácia,
segurança e limitações. Para tanto, foi realizada uma revisão bibliográfica narrativa, com seleção de
artigos científicos recentes publicados em bases como PubMed, Scopus e Web of Science,
abrangendo ensaios clínicos, revisões sistemáticas e estudos observacionais. Os resultados indicam
que o canabidiol (CBD) apresenta efeito promissor na redução dos sintomas de ansiedade,
especialmente em transtornos como fobia social e transtorno de ansiedade generalizada, com bom
perfil de segurança e mínima psicoatividade. Em relação à depressão, a evidência ainda é limitada e
inconclusiva, havendo estudos pré-clínicos sugerindo potenciais efeitos antidepressivos, mas com
resultados inconsistentes em ensaios clínicos e observacionais. Além disso, os efeitos adversos da
cannabis, principalmente quando inclui tetrahidrocanabinol (THC), podem incluir alterações
cognitivas, psicoatividade e riscos cardiovasculares, o que exige cautela na prescrição. A análise
crítica da literatura evidencia lacunas significativas, como heterogeneidade de doses, pequeno
tamanho amostral, curta duração dos estudos e escassez de ensaios randomizados controlados de
larga escala. Conclui-se que a cannabis medicinal, especialmente o CBD, representa uma alternativa
terapêutica potencial para ansiedade, enquanto seu uso na depressão ainda carece de evidências
robustas. Recomenda-se a realização de novos estudos clínicos padronizados, com acompanhamento
prolongado, visando avaliar a eficácia, a segurança e definir protocolos de prescrição adequados.